1. text

    Antartida

    A temporada de gelo parece constante depois que o outro lado do globo ficou mais distante. O ar que saí da minha boca se esconde entre as altas montanhas brancas e constrói pilares entre meus polos. O lado positivo não parece atrair o negativo, os meus pensamentos perderam a conectividade.  Os lábios contraindo, os calafrios descendo pela nuca e a incerteza de um período de sol revelada nas olheiras de dias de espera. A tristeza rege meus batimentos cardíacos: será possível sentir mais melancolia do que o que sinto agora? A ilusão de raios solares entrando pelos vidros, tomados pela neblina, me engana. Enquanto isso o oráculo realista me diz que a felicidade ainda irá demorar um pouco para me aquecer… Espero por um dia de luz

    PS: a fonte do título prejudica a acentuação 

  2. runninaround:

    Embora este post não seja originário meu, eu dedico ele pra você, Wildcat.


    Melhor homenagem da história do meu tumblr pequena haha. depois assistiremos essa atuação sublime e esse filme foda juntos. obrigado (L)

  3. “I remember spending, all of my time, every minute, the two of us we had our own rhythm, in tune with the beat of my heart. “

  4. text

    Meus 4minutos&7segundos com: Hilary Duff

    Várias pessoas me perguntaram sobre o encontro e toda a loucura até chegar ao Rio, por isso vou contar detalhadamente. Entretanto, se você pretende ler apenas o período do encontro procure o fragmento em negrito abaixo.

    Acredito que a maioria das pessoas, que realmente me conhecem, sabem que sou grande admirador da atriz, cantora, compositora, estilista e agora: escritora de primeira viagem (já agraciada com o nome na lista dos BestSellers do New York times): Hilary Duff. A verdade é que ela representa muita coisa pra mim e quando fiquei sabendo que ela retornaria ao Brasil esse ano foi uma mistura de sensações. A primeira foi negativa, pois eu estou em um ano muito difícil da minha vida e acreditava que seria possível me deslocar para um local tão distante sem o apoio de pessoas que poderiam me ajudar. A segunda foi positiva regada a uma dose de loucura; eu só conseguia pensar que seria uma chance imperdível e que eu teria que mover montanhas pra ir. Por sorte, no fundo, eu já me sentia abençoado, pois já havia encontrado a Erhard em 2008, no Meet e Greet da Dignity Tour em São Paulo, por outro lado não me perdoaria se ela tivesse tão próxima de mim e eu não fosse. Por isso eu tinha que fazer algo. O que me estimulava eram todos os anos com ela e por ela e também o encontro (mencionado anteriormente) de 2008, a primeira vez a gente nunca esquece, até porque foi melhor do que eu podia imaginar. Lembro como se fosse ontem da minha alegria ao receber a notícia de que iria encontrá-la e da minha satisfação ao perceber o quanto ela havia gostado de mim e depois me recordar dos vários abraços, beijos, apertos longos de mão e palavras emocionadas de agradecimento que ela direcionou a mim (foi o primeiro show na passagem pelo país e ela ainda não conhecia a nossa maneira de expressar o amor). Voltando a 2011, o fato é que eu tinha que fazer alguma coisa para ir ao Rio de Janeiro, até o momento da angústia era o único local confirmado. Os dias foram passando, muitos compromissos e dedicação no cursinho, pouco tempo pra sonhar e a aflição só aumentando. Mas depois de muito batalhar, comer biscoito no almoço por um período, arriscar várias coisas e torcer: consegui armar todo o esquema para encontrá-la mais uma vez. Poucos dias depois de garantir as passagens aéreas foi confirmado que a Hilary também iria a São Paulo. Inicialmente fiquei bad, pois vários amigos (mais que no Rio) da HD-BR iriam encontrá-la em Sampa e lá seria um evento apenas dela, menor e provavelmente mais fácil de garantir uma senha. Mas não tinha porque me lamentar, só restava contar os dias. Setembro rapidamente chegou e a expectativa era grande. O dia 3 de Setembro finalmente amanheceu e o desafio começou solitário pelo aeroporto. Eu fui até o JK de Brasília com sonhos, expectativas, presentes, poucas roupas e meus livros na bagagem.  Pousei no fim da manhã no Santos Dumont e logo encontrei meu brother Cavalcanti, a namorada dele: Patrícia e o irmão: Diego. Estava com saudades de todos e curtimos um passeio FODA pelo rio, com direito a banho de mar na praia do Leblon (praticamente) na frente da casa do Lucas, em seguida um almoço reforçado e de sobremesa um momento no Play3, acompanhado dos amigos do Lucas Cavalcanti. Depois de muito farrear e conhecer locais incríveis da cidade Maravilhosa recebi mensagens do Fabrício (da HD-BR) e decidimos ir até o Copacabana Palace, hotel que a Hilary estava hospedada.


    NO COPACABANA PALACE:

    Chegando lá encontrei o Fabrício e o Jhou. Ficamos por muito tempo conversando e, além de nós, inicialmente só havia mais dois fãs (que eu não conhecia). Quando cheguei Fabrício e Jhou comentaram que os paparazzi haviam saído em conjunto e achamos isso muito estranho. Depois de um tempo descobrimos porque todos deixaram a porta do hotel ao mesmo tempo: Hilary havia saído pela outra entrada. Foi frustrante, ainda mais por saber que ela tinha ido ao shopping Leblon (muito próximo de onde eu estava antes de cruzar boa parte da zona sul), mas fazer o que, o jeito era esperar :/ Depois de muito tempo um dos fãs que estava esperando desistiu e foi embora, depois chegou outro e fez companhia para a menina que já estava lá. Depois de muito tempo esperando estávamos um pouco cansados e fomos um pouco para trás para encostar em uma grades que ficam ao redor das árvores em frente a porta principal do hotel. Acompanhei os dois e me ferrei, pois nem me escorei e perdi a melhor parte da história. Como não haviam muitos fãs, não colocaram grade e tudo ficou muito normal. Quando a gente menos esperava um carro parou e rapidamente aquela mulher pequena, gata desceu e entrou no hotel, antes mesmo que a gente tivesse qualquer reação. Na verdade, o Jhou gritou: “É A HILARY!” só que ele já tinha brincado tantas vezes que ninguém acreditou. Quando olhei só a vi de costas rodando a porta do Copacabana Palace e nós perdemos aquela chance do caralho! Após essa falha lamentamos muito, até porque tenho certeza que ela pararia, pois eram poucos fãs. Ela não escutou nossos gritos e rapidamente a perdemos de vista. Isso que eu chamo de hora errada. Os paparazzi mostraram as fotos que tiraram dela no shopping e depois encontramos fotos de duas meninas que conseguiram tirar foto com ela antes da saída para o shopping, isso porque elas estavam na outra entrada e foi mais cedo do que eu cheguei. Tenso. De qualquer forma estávamos ali para encontrá-la e não iríamos desistir fácil… Entramos em contato com o pessoal da HD-BR pelo twitter e alguns ficaram enviando tweets para a Hilary com a intenção de que ela descesse para falar conosco. Mas pouco tempo depois ela postou uma mensagem dizendo que estava no Rio, amava aquele lugar, mas os paparazzi estavam a irritando. Foi como um choque de água fria, porque foi como se ela disse-se que não iria descer mais, porém, permanecemos no mesmo local. As horas foram passando, outras pessoas da comunidade chegaram como a Rafa, Carol, Lucas, Danilo, Rafinha e outros. Descobri que a Isadora já estava lá e foi muito legal quando ela perguntou: “que Vitor? o Porto?” hahaha.Tentamos contar com a ajuda de outros famosos para chamá-la, conversamos com os funcionários do hotel (tentamos enviar bilhete) e esperamos com muita fé. Mas depois de muitas horas a recompensa apareceu no saguão do Hotel; era o Ryan (segurança da Hil). No início ele foi inflexível, mas logo percebemos o quanto ele podia ser gente boa. Ele nos explicou que a Hilary não iria descer, porque estava grávida e cansada dos paparazzi (em resumo). Ficamos chateados, mas ele disse que ia subir pegar a câmera profissional e tirar algumas fotos para que depois a Hilary postasse no site oficial, pois segundo ele só ela estava atualizando agora (finalmente entendi porque o site está tão “simples” haha). Ele disse que iria ao banco antes e ficou a dúvida se ele iria voltar ou não. Para a nossa surpresa ele voltou algum tempo depois e tirou várias fotos, foi quase um teste para ele mesmo se familiarizar com a câmera, fomos uma “espécie” de cobaia com orgulho kkk. Depois ele garantiu que as fotos estariam no site e se despediu entregando várias fotos que a Hilary tinha acabado de autografar! Não eram suficientes para todos, mas os que estavam desde o início receberam, ou seja, tenho a minha :) O bom é que as fotos realmente foram postadas no site oficial e consequentemente no twitter.
    HILARY ESCREVEU NO SITE: “My fans outside my hotel in Rio” :

     
    http://hilaryduff.com/my-fans-outside-my-hotel-in-rio/2011/09/

    CONHECER O RYAN NO DIA ANTERIOR FOI DETERMINANTE PARA O QUE ACONTECEU NO DIA DA SESSÃO DE AUTÓGRAFOS, você vai entender abaixo. Só sei que depois desse dia cansativo, mas recompensador, fomos embora em grupos (eu fui de metrô). Depois de chegar à casa do meu primo em Botafogo me arrumei rapidamente e fui para a boate Taj lounge com o Cavalcanti e vários amigos. Foi excelente, tirando o fato de que eu cheguei às 4 horas da manhã e o relógio despertou as 6 para que eu chegasse até a bienal do livro. Cansado, cheio de olheiras (que aparecem nas fotos com a Hilary), mas muito feliz, fui para as ruas do Rio com destino ao Rio Centro. Tentei ir de taxi, mas os amargos “180” reais eram inviáveis. Tive que pegar ônibus e isso realmente me atrasou, depois de trocar de condução na estação central e tanta luta, só consegui chegar ao Rio Centro cerca de 8 horas.  

    Tensão para conseguir as senhas

    Quando cheguei desci na primeira parada que o ônibus fez na porta do Rio Centro. Estava na entrada “A”. Perguntei ao guarda onde era a entra “H” e ele me informou e completou dizendo que não era tão perto. Avistei uma fila de longe, só que de apenas 3 pessoas. Como o Fabrício já havia me enviado uma sms falando que estava na fila com o pessoal da HD-BR, logo deduzi que aquela não era a fila para entrar, como sou muito trouxa nem perguntei para quem estava na fila. Então andei em direção a entrada e quando vi várias pessoas no portão, percebi que estava abrindo e logo vi algumas pessoas passando correndo por mim com o “Elixir” nas mãos. Rapidamente fiz o mesmo, sai correndo desesperado. Quando chegamos a fila, surpresa: era a mesma que eu havia avistado há minutos. Com isso perdi a oportunidade de ficar nos primeiros lugares, mas estava tranquilo. Ainda faltava mais de uma hora pra entrar na bienal, nesse tempo conheci a Gisa, a Misa e outros fãs que não estavam no hotel. Me reencontrei com o Fabrício, Jhou, Rafa e outros que estavam no hotel. Enquanto esperava, escrevi no Fan Book, o qual já tinha uma página me esperando, com a foto que havia enviado segurando o elixir, faltava apenas escrever. Após registrar minha palavras, conversei bastante com a Misa e esperei ansioso. A fila foi se formando assustadoramente, muitas pessoas chegaram depois e até excursões escolares (que não estavam ali necessariamente para ver a Hil) deixaram a fila ainda mais extensa. Quando abriu o portão a zona começou. O que era uma fila indiana se tornou uma desordem. Eu, como todos os outros que estavam mais no início da fila, comecei a entrar pelo meio. Mas outros que estavam mais atrás começaram a tentar entrar pelos lados, com isso vi pessoas se espremendo entre as paredes, pais se perdendo dos filhos, mochilas caindo e até uma menina com o cotovelo na carne, era possível ver o sangue e eu fiquei com muita pena. É O BRASIL. Quando entramos percebi a falha do evento, pois assim que passava o portão ainda tinham vários guichês com entradas individuais, por que não mandaram a gente formar a fila lá direto? Sem noção… O pessoal da HD-BR se fragmentou na correria, ninguém estava a minha frente ou atrás. Quando o relógio marcou 10 horas as catracas começaram a girar e o desespero foi intenso, algumas rodavam, outras ficaram paradas e as pessoas se desesperavam por ver outras filas andando. Quando consegui passar foi a minha vez de me desesperar, pois estava na entrada “A” e o estande da ID, onde seriam distribuídas as senhas, era na parte “H”, no pavilhão azul. Tinha um longo caminho pra percorrer, mas me lembrei do mapa que a Gisa me mostrou e como sabia que tinha que correr reto, foi isso que fiz. Minha mochila de mais de 12 quilos (dados do aeroporto) me atrapalhou bastante nessa hora. Meu corpo já estava doendo do dia anterior e o estande parecia cada vez mais distante, mas eu só via as pessoas correndo e gritando e não queria desistir. O medo de viajar de tão longe, sacrificar várias coisas e não conseguir uma senha me tomou, então pensei na Hilary e em tudo que já passei por ela e corri, corri muito. Quando cheguei até a fila fiquei angustiado e com medo de não conseguir, mas isso se foi quando um funcionário da editora passou ao meu lado e disse o número: 141. Foi um alívio inexplicável. Perto de mim vi a Rafa e fiquei mais tranquilo. Quando finalmente peguei a minha senha e comemorei muito, encontrei quase todo mundo que estava comigo desde o início e fomos para o auditório, em busca da senha da conexão jovem (local onde os autores ficavam por uma hora respondendo as perguntas dos leitores). Seria demais sonhar com as duas senhas? Estava ansioso pra descobrir, mas logo encontramos o Jhou e ficamos na fila. Garantimos nossa senha e foi só felicidade, restava aguardar o momento. Nesse intervalo fomos lanchar e na volta percebemos uma grande aglomeração em um dos corredores da bienal. Era a Hilary! Ela estava na janela da sala de imprensa tirando fotos da multidão e jogando beijos. Os gritos eram muito altos e eu consegui ver a expressão de felicidade, surpresa e gratidão no rosto da Hil. Depois dessa energizada, por avistá-la consideravelmente próxima, e tão feliz pela receptividade, era hora de viver a emoção inesquecível que a conexão jovem me proporcionaria, ficar tanto tempo no mesmo local que ela. 

    CONEXÃO JOVEM:

    Entramos no auditório onde seria realizada a conexão. O pessoal da HD-BR estava fragmentado (todas as entradas tinham lugar marcado) e tentamos de todo o jeito ficar juntos. A Rafa trocou de lugar com o pai da Misa, pois a Misa estava na frente, na parte central, e a Rafa estava conosco mais atrás e na parte lateral. Depois percebi que poderia sentar entre as cadeiras, já que to mais magro que qualquer graveto e naturalmente não tenho bunda. Nem dava pra perceber, mas uma mulher implicou comigo e com todos da HD-BR e não permitiu. Quando fecharam a porta e mais pessoas não iriam entrar, eu, Jhou e Fabrício migramos para a SEGUNDA FILEIRA CENTRAL e conseguimos três cadeiras, que não sei porque não estavam ocupadas (sendo que a disputa para entrar estava grande), pareciam reservadas para nós. Já ia começar e seria bem difícil nós tirar de lá. Então, a Hil entrou e eu não conseguia acreditar que ela estava tão perto de mim. Eu ficaria olhando e a admirando por uma hora inteira, de um local tão próximo, quer coisa melhor? Quando ela passou por nós e começou a subir no palco, toda a HD-BR começou a cantar “Fly”. Claro que os vários posers que estavam no local nem conheciam e a gente se destacou. Mandamos bem, mas foi perceptível que a Hilary ficou sem graça, deve ter se sentido cobrada, porém ela logo percebeu que tinham verdadeiros fãs lá na frente. A cantoria durou até a infeliz da mediadora falar que a Hilary já tinha conhecimento que a gente sabia tudo sobre ela e nós poderíamos parar kkkkkk.  E então começaram a rodada de perguntas e eu ficava rindo, tirando fotos na câmera do Fabrício, fazendo coração e mexendo os lábios pra ela com a leitura labial de: eu te amo. Ela só ria para todos e demonstrava muita simpatia. A primeira pergunta foi a do Jhou e, antes de começar a perguntar, ele falou que nós éramos da comunidade oficial dela no Brasil, foi foda. Depois várias perguntas surgiram, inclusive foi a primeira vez que ela falou de quantos meses estava (depois de relutar muito respondeu a pergunta da Isadora e informou que estava com cerca de 4 meses). Muita coisa legal aconteceu e todos os minutos foram inesquecíveis, algo que eu não imaginaria possível: passar tanto tempo a admirando de tão perto, algo tão real. Depois a Hilary ficou com pena das pessoas que estavam de fora e resolveu fazer mais uma hora de conexão para outros fãs e essa segunda etapa foi mais organizada, com sorteio de quem faria as perguntas e praticamente todas elas em relação ao livro.  Mas quem teve sorte mesmo fomos nós que fomos à primeira, pois foi mais “bagunçada”, já que 98% das perguntas foi sobre outros assuntos, principalmente música. Ela foi muito receptiva com a nossa insistência sobre a música, exceto uma menina trouxa que mandou ela cantar, CLARO QUE ELA IA FAZER ISSO NÉ –n.  Só sei que depois dessa hora indescritível ainda tinha muito mais: esperar pelo contato direito com ela nos autógrafos. Saímos da conexão e fomos direto para a fila, que estava rodeando o estande. Após um longo período esperando, pois ela estava fazendo a segunda etapa da conexão, eis que surge uma funcionária da editora falando que os autógrafos iam ser no próprio auditório onde foi a conexão jovem, pois seria difícil transitar com a Hilary no meio de todos até chegar ao estande. Tipo, eles tinham toda razão, mas imaginem a bagunça? TODOS saíram correndo e mais uma fila foi formada. Estava tudo doendo, mas o que importava? Faltava pouco tempo para encontrá-la.  

     

    Sessão de autógrafos:

    Estavam entrando de três em três fãs. A hora estava chegando e nós decidimos a ordem. Entraria: Jhou, depois Misa e por último: eu. Entramos na sala e enquanto estava esperando os dois já estava vendo ela bem na minha frente, era inacreditável. Me dei bem, pois era o último e pude pensar em várias coisas pra falar, tentar ficar mais tranqüilo. Quando a Misa estava conversando o Ryan (segurança) surpreendentemente veio falar comigo. Ele disse que eu era o primeiro que estava no hotel que tinha entrado pra pegar os autógrafos. Depois perguntou se eu havia dormido bem (e eu menti dizendo que sim kkk) e completou dizendo que estava uma loucura lá fora. Não prolongamos nosso assunto porque a Srta Misa foi muito rápido (queria bater) e logo chegou a minha vez. Ativei o cronômetro do celular. Como na primeira vez em 2008, dei uma travadinha quando vi a Hilary na minha frente, pois, acreditem, quando você vê aquela mulher tão linda na sua frente, basta pra deduzir que ela nem é fotogênica. É IMPRESSIONANTE E INTIMIDADOR O QUANTO ELA É LINDA! Logo que me viu ela abriu um sorrisão e eu retribui com outro. Daí eu fiquei sem saber se eu poderia abraçá-la devido a gravidez, mas rapidamente ela esclareceu e LEVANTOU para me abraçar. PIREI. Eu estava tremendo, como da primeira vez, e segurei meu livro com força para que eu pudesse falar muitas coisas antes de entregá-lo pra autografar. O Ryan disse a ela que eu estava no hotel na noite anterior e ela pediu perdão por não ter descido, eu disse que entendia e que não tinha problema porque eu estava vendo ela nesse momento. O problema é que já falo rápido e com ela fica pior ainda, deve ser o nervosismo, falei tudo correndo muito e embolado. Ela riu e disse pra eu respirar fundo, que ela estava ali comigo e era pra eu ficar tranquilo, LINDA! (tiraram uma foto desse momento dela rindo e eu colocando a mão na cara de vergonha por falar correndo haha). Daí ela perguntou o que tinha no “embrulho verde grande” que eu estava carregando. Coloquei ele em cima da mesa e como estava muito nervoso deixei cair e soltei um SHIT e comecei a rir de nervoso. Ela riu e perguntou se eu sabia algum palavrão brasileiro pra ensinar a ela. Eu ri muito e tentei ensinar: “Filho da Puta” e “vai tomar no Cu”. Eu traduzi pensando que ela ia ficar horrorizada e ela tentou repetir, não com tanto sucesso HAHA, e riu. Eu disse: É estranho ver você falar isso, ela disse: “Nós temos uma boca suja e riu” eu não parava de rir. Dai comecei a tirar tudo do embrulho,  pra explicar  o presente… TUDO, tudo, wtf? (quem mandou perguntar né? Kkk) Primeiro mostrei tipo uma montagem que eu havia feito, com várias fotos dela, a nossa foto no meio da bandeira do Brasil e várias mensagens; dentre elas: “My elixir is your voice”. Ela agradeceu muito e disse que era muito fofo. Depois apontou para a foto e disse: “Eu lembro de você” eu fiquei :OOO e pensei que ela estava apenas sendo educada, mas daí ela completou: “Mas não foi no rio, foi em São Paulo” (pronunciou de uma forma muito engraçada kkk) Eu fiquei MUITO surpreso e disse que ela não sabia como eu estava feliz com isso. Peguei a mão dela e dei um beijo. Ela disse que isso era fofo, ela realmente adora as palavras: Cute e sweet kkk. Depois brinquei e disse que a aliança brilhava muito, ela riu. Depois mostrei um livro de receitas do Brasil, só que em inglês, e emendei dizendo que era pra ela e a Haylie se divertirem na cozinha, porque eu sabia que elas gostavam. Ela falou: “Isso é um ótimo presente e você realmente me conhece” Em seguida deu uma folheada breve no livro, se assustou quando viu a feijoada e disse: isso não deve ser muito saudável, eu ri e disse que era gostoso haha. Depois ela viu o açaí e disse que sempre quis experimentar, eu falei que era uma boa ideia. E então tirei uma carta de apenas CINCO páginas e ela disse: “OMG, isso é grande” eu disse: É que tenho muitas coisas pra te dizer, são muitos anos de amor. Ela mais uma vez agradeceu e disse: “Deixe-me dar uma olhada” Eu entreguei e ela parou em uma parte de Greta e ficou emocionada lendo. “Como você assistiu isso daqui do Brasil?” Eu disse: Todos os fãs daqui assistiram e com certeza eu acho o seu melhor filme, fiquei com muito orgulho de você. Ela disse: “obrigada, obrigada! e me deu um beijo na bochecha” Por fim mostrei uma toalha de capuz, minha parte no presente que seria dado em conjunto para o bebê – mas como não deu certo entreguei individualmente. Eu disse que no capuz tinha um cachorro parecido com o Dubois porque eu sei que ela realmente ama os animas. Ela agradeceu: “Isso é incrível e a minha cara, esse bebê já está cheio de presentes no Brasil e riu”. Durante toda a demonstração do presente o Ryan ficou bicando e a Hilary ria pra ele como se não estivesse acreditando de tanta coisa que eu tirava de lá haha. Após isso ela autografou meu livro e sentei na beira da cadeira dela, diferente da outra que fiquei em pé, e tiramos uma foto normal. Depois eu olhei pra ela, peguei as mãos e repeti: por favor, volte a cantar, por favor, por favor! Preciso das suas músicas. Ela riu torto e disse: “Agora mais do que nunca eu sei que vocês querem minha música e eu vou encontrar a direção pra seguir e voltar a cantar.” Eu disse que iria esperar ansiosamente. Comentei com ela que ela não podia ter desperdiçado Holiday, que é uma música linda e ela disse que infelizmente a antiga gravadora não tinha dado valor a música. Eu completei dizendo: Hollywood Records é uma “perdedora”, ela riu. Falei que não tinha uma música favorita, mas que someone’s watching over me era muito importante pra mim, porque eu sempre lembrava da minha mãe que já faleceu. ela ficou com uma carinha de triste, colocou a mão no meu ombro e disse que sentia muito, eu disse obrigado - achei essa hora tão linda, se ela soubesse o quanto isso tem influência por eu ter me apegado tanto a ela pra tentar me sentir bem, principalmente no passado. Pena que eu não podia puxar uma cadeira e contar tudo pra ela, escutar coisas dela de volta. Ai já é querer demais não é? kkk. Então o segurança do evento, que já tinha me mandado sair mil vezes, pediu mais uma vez. Das outras vezes não deu em nada porque eu era do #TEAMHOTEL e o Ryan havia permitido. Mas dessa vez até o Ryan olhou pra mim e eu entendi. E então disse pra ela que sempre sonhei em tirar uma foto “funny face”, nessa hora ela me deixou insano porque começou a fazer caretas e entre elas perguntava sorrindo: “like this? This? Like this?” as melhores funny faces do universo, com a linguinha e tudo mais. Eu ri muito, de doer a barriga, disse que ela ficava linda de TODOS os jeitos e dei um beijo. Ela disse que já que eu curtia tanto ela ia fazer uma exclusiva pra mim, que nunca tinha feito na foto de nenhum fã, e depois eu ia ver. Então ELA FALOU PARA O FOTÓGRAFO: “mais uma, por favor,” e tiramos a foto. Então eu disse que aquilo era um sonho, ela riu e disse que estava feliz por isso. 


    E então a gente teve que se despedir e eu perguntei se poderia passar a mão na barriga de grávida. Ela disse: “Claro!” Enquanto eu passava brevemente e morrendo de medo, ela dizia: “Ainda não me acostumei com as pessoas pedindo isso” eu ri tímido e disse que ela ia ter essa experiência por mais alguns meses e ela disse que ia ser legal, eu disse: eu acho que vai ser menino. Ela disse sorrindo: “I know (ela quase não usa como expressão né? Kkkk) eu também acho”. Por fim, ela levantou, me abraçou e disse: MUITO obrigada, com um brilho lindo nos olhos. Eu a abracei pela última vez e disse pra ela não esquecer dos fãs brasileiros. Completei dizendo que era impossível dizer o quanto eu a amava, que foi assim desde Lizzie e que seria sempre assim. Dei um último beijo e disse: Não esqueça da música. Ela disse: Ok (tipo, de novo menino? Kkkkk). Sai louco, depois de falar tanto sem respirar, e ela gritou: “SEU LIVRO” voltei e peguei, havia esquecido em cima da mesa. Disse desculpa e ela respondeu: “you have credits” uma das poucas frases que eu falei EXATAMENTE igual o que ela me disse, porque nunca vou esquecer. Eu nem acreditei, disse obrigado e fiz um coração com a mão. Ela sorriu e disse: “Bye”. FORAM 4 MINUTOS E SETE SEGUNDOS, sei disso porque minha intenção era ficar o máximo possível e deixei o cronômetro do celular ativado assim que a misa estava se despedindo, só pra saber se eu conseguiria haha. Quando sai só consegui falar para o pessoal da HD-BR: “tirei mais de uma foto, ela se lembrou de mim em sampa e eu esqueci de dizer meu nome na hora de autografar, porque não parei de falar kkk” Quando voltei pra Brasília contei tudo mil vezes para as pessoas, não conseguia acreditar, voltar a realidade. Agora estou escrevendo toda essa bíblia pra registrar e sempre me lembrar de tudo. Aqui tudo parece mais longo, mais tempo, mas é que retratei cada minuto como aconteceu e pra escrever demora mais, apesar de que vale mais viver do que documentar, pois são as lembranças que ficam. Já faz mais de um mês, por isso achei importante detalhar todas as etapas dessa viagem ao rio e tudo que me levou até ela. Não que isso tenha importância para alguém, mas pra mim tem muita e eu nunca esquecerei. Além disso, dessa forma eu poderei acessar essa página em qualquer momento da minha vida e me recordar de quanto foi especial.

    ESSA FOI MINHA HISTÓRIA INACREDITÁVEL, de um amor que consegue ser ainda mais comprovado depois de passar algum tempo com a pessoa e perceber que tudo que você faz por ela não é em vão, pois ela merece tudo.
       

     

    OBRIGADO PELOS MAIS DE 4 MINUTOS DE FELICIDADE!

    Nem preciso falar que eu amo essa mulher, ELA SABE. 

     

  5. text
  6. text
    O desejo pelo sonho pulsa forte e a esperança faz o que ela mais gosta; esperar.

    O desejo pelo sonho pulsa forte e a esperança faz o que ela mais gosta; esperar.

  7. text
    a música que vem da alma sai da boca sem sentir. O grito escoa pelas paredes e volta com toda a positividade possível.

    a música que vem da alma sai da boca sem sentir. O grito escoa pelas paredes e volta com toda a positividade possível.

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    "Albus Severus, you were named for two headmasters of Hogwarts. One of them was a Slytherin and he was probably the bravest man I ever knew."

    Harry Potter to his son

  9. text

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G E T A W A Y
por Vitor Porto

Palavras e imagens rolando pelos ESPIRAIS.

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